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quarta-feira, 20 de março de 2013



Descartes - Vida e Obra



Comissão da Verdade vai investigar morte de João Goulart



Familiares do ex-presidente suspeitam que ele foi envenenado pelo regime militar na Operação Condor
A Comissão Nacional da Verdade (CNV) deve investigar a morte do presidente João Goulart. A família do presidente fez um pedido formal à CNV para esclarecer a morte de Jango. O documento foi entregue nesta segunda-feira pelo diretor do Instituto João Goulart e filho de Jango, João Vicente Goulart. A família acredita que ele foi assassinado pela ditadura militar.
Em 6 de dezembro de 1976, Jango morreu na cidade argentina de Mercedes, onde também viveu durante o exílio. A certidão de óbito diz que o presidente foi vítima de um ataque cardíaco. A família, no entanto, suspeita das circunstâncias da morte de Jango, pelo fato de que o presidente estava se organizando para voltar ao Brasil com o intuito de atuar contra o regime militar.
Para a família, Jango foi vítima de envenenamento, como parte da Operação Condor, ação coordenada entre os regimes militares de países sul-americanos contra seus opositores. Os parentes defendem que seja feita uma autópsia, o que não foi permitido na morte do ex-presidente, que estava exilado na Argentina. Deposto pelo golpe militar em 1964, Jango exilou-se com a família no Uruguai e, depois, na Argentina. Mesmo depois de retirado da Presidência da República, continuou sendo alvo do regime militar.
No requerimento apresentado à Comissão Nacional da Verdade, o Instituto João Goulart pede que seja feita coleta de testemunhos e documentos, além de consultas oficiais a autoridades dos Estados Unidos, do Paraguai, Chile, Uruguai e da Argentina.
Integrante da CNV, Rosa Cardoso disse que com os documentos apresentados há "um conjunto de indícios muito concludente" e que apontam que Jango pode ter sido vítima "da operação repressiva, dessa repressão terrível que se impôs aos exilados".
O pedido foi apresentado durante uma audiência pública realizada pela CNV, em parceria com a Comissão Estadual da Verdade de Porto Alegre, para ouvir relatos de 13 militantes de diversos grupos de resistência ao regime ditatorial sobre violências sofridas durante o período, de 1964 a 1985.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Coreia do Norte cumpre ameaça e anula armistício.

A imprensa estatal da Coreia do Norte afirmou nesta segunda-feira que o país colocou em prática sua ameaça de cancelar o armistício que deu fim à Guerra da Coreia, há 60 anos. A retórica de ameaça entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul chegou ao nível mais alto desde que os norte-coreanos atacaram um ilha sul-coreana em 2010.
A Coreia do Sul e os Estados Unidos começaram a realizar exercícios militares anuais que contam com a presença de 10 mil soldados sul-coreanos e 3,5 mil norte-americanos, mesmo com as ameaças da Coreia do Norte de responder à operação com a anulação do armistício.
O governo de Pyongyang lançou uma forte campanha de propaganda contra os exercícios militares e contra a votação da Organização das Nações Unidas (ONU) realizada na semana passada, na qual foram impostas novas sanções sobre a Coreia do Norte por causa do teste nuclear realizado no dia 12 de fevereiro.
Apesar das ameaças, a Coreia do Sul e os EUA começaram a operação que durará 11 dias no domingo (ou na segunda-feira do horário local), conforme o programado. Os aliados têm afirmado repetidamente que os exercícios e outras medidas são de natureza defensiva, e que eles não têm nenhuma intenção de atacar a Coreia do Norte.
Um comunicado militar dos EUA disse que o exercício não está relacionado com os últimos acontecimentos na Península Coreana. A operação faz parte de um treinamento mais amplo que começou no dia 1° de março e deve durar dois meses. As informações são da Associated Press. 

Fim do armistício na Coreia?

ONU considera válido armistício da Guerra da Coreia

Acordo foi adotado na Assembleia-Geral e a Coreia do Norte não tem autoridade para declarar sua nulidade

11 de março de 2013 | 17h 16
 
A Organização das Nações Unidas (ONU) considera que o armistício que pôs fim à fase bélica da Guerra da Coreia continua válido e ainda está em vigor, apesar de a Coreia do Norte ter declarado nulo o acordo de cessar-fogo. A posição da ONU foi divulgada por Martin Nesirky, porta-voz do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
 
Sul-coreanos protestam contra exercícios militares - Jeon Heon-Kyun/Efe
Jeon Heon-Kyun/Efe
Sul-coreanos protestam contra exercícios militares
 
Nesirky explicou que o acordo foi adotado pelo plenário da Assembleia-Geral da ONU e que nem a Coreia do Norte nem a Coreia do Sul têm autoridade para declarar unilateralmente a nulidade do armistício de 1953.
Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte anunciou que estava cancelando o armistício em reação à adoção de novas sanções do Conselho de Segurança (CS) da ONU contra Pyongyang por causa de seu mais recente teste nuclear.Hoje, o jornal estatal norte-coreanoRodong Sinmun reportou a anulação do armistício.
A missão da Coreia do Norte na ONU não atendeu a pedidos para comentar as declarações de Nesirky.

Último discurso de Stalin

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Os vestígios do muro de Berlim


Demolição do Muro de Berlim é suspensa após protestos
Uma das poucas partes remanescentes do muro, que era o símbolo da divisão da Alemanha, está coberta de murais e grafites
O controvertido plano da prefeitura de Berlim para demolir uma das poucas partes remanescentes do Muro de Berlim foi suspenso temporariamente em meio a uma onda de protestos contra a destruição. A parte do muro tem 22 metros e está coberta de murais e grafites. Com mais de 66 quilômetros, o muro era o símbolo da divisão da Alemanha em Oriental (socialista) e Ocidental (capitalista) e foi construído na década de 1960.
Faixa é fixada durante protesto contra a demolição de parte do Muro de Berlim conhecida como o "East Side Gallery" - REUTERS / Fabrizio Bensc
Pelo plano de demolição, a parte do muro deveria ser demolida para a construção de um conjunto de apartamentos de luxo perto da linha que separava os lados oriental e ocidental de Berlim durante a Guerra Fria – período que compreende o fim da 2ª Guerra Mundial (1945) e o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (1995).
A empresa construtora dos apartamentos informou que está suspensa temporariamente a demolição e que está aberta à negociação em busca de um acordo. Antes da decisão da empresa, houve protestos. Manifestantes lideraram passeatas em defesa da manutenção da parte do muro que pode ser demolida.